o prazer do por do sol

Nós conduzimos nossas carreiras, dirigimos nossos carros, pagamos nossos impostos, passamos no supermercado e, no fim do dia, nós não queremos sempre um cafuné e um buquê de flores: às vezes, confessemos, a gente só quer gozar

E como o tesão nasce na mente, a gente também curte se inspirar. Foi-se o tempo em que assistir a filmes pornô era somente coisa para homens. Hoje podemos afirmar sem medo: eu vejo pornô. Eu vejo, minha melhor amiga vê, sua professora vê, sua irmã mais nova talvez a sua mãe.

Nem sempre queremos uma história de amor. Às vezes, nosso foco é sentir prazer sem grandes compromissos. O sexo casual, é claro, é uma opção, mas dá muito trabalho: Algumas dezenas de mensagens, jantar, trocas de afinidades (por vezes, forjadas) e um monte dessas coisas que são até muito prazerosas, mas não quando o objetivo é só e unicamente o prazer.

Porque, pasmem: mulheres também podem prezar pela praticidade em detrimento das historinhas pseudo-românticas que eventualmente precedem uma transa.

Por isso é que a gente vê pornô, no conforto de nossas camas ou de nossos tapetes, ou na sala, ou na cozinha, ou no fim de um dia cansativo – simplesmente porque precisamos de uns minutinhos de prazer que relaxem o corpo e a mente e não atrapalhem a rotina.

Há muito não existimos apenas como belas musas: somos protagonistas do nosso próprio prazer, que pode ser – e é, muitas vezes – solitário, basta buscar a inspiração certa e deixar a imaginação te levar.

Nós compartilhamos nossos links preferidos com nossas amigas preferidas. Nós trocamos dicas de filmes. Nós comentamos sobre o tamanho do seu pau. Nós vamos rir juntas se você gozar rápido demais, porque, paciência, a revolução sexual tem dessas.

Lamento por quem se incomoda: é disso pra melhor.

2020-03-16T01:56:25-03:00

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